2009/01/17

Quente...

 
Chás e infusões de qualquer coisa (ou quase), uma das minhas bebidas favoritas...

2009/01/15

Solução do desafio

 
Lembram-se do desafio que lancei? A cidade cujas fotos estão n'O mundo da fotografia digital' de Janeiro (pag. 24, em cima) e que eu também fotografei é Bruges.
Como disse anteriormente as minhas fotos estão bem piores que as da revista (o que é natural), esta foto em particular até está um pouco tremida (é só reparar nos edifícios) porque, se houve coisa que me esqueci de levar, foi um tripé! De qualquer modo gosto bastante desta foto pelo efeito arrastado com que ficaram as pessoas, é uma boa ilustração do que, infelizmente, eu vejo hoje no Natal: todos muito atarefados de um lado para o outro sem ligar a ningém, até parece que os outros são fantasmas. Estão abertas possibilidades a outras interpretações...

2009/01/14

Números de Bruges


A última cidade visitada foi Bruges... uma cidade que vale a pena. Aqui aconteceram duas coisas dignas de memória: 1.º O vendedor que nos disse (em francês) 'vocês estão a falar português, são do Brasil?'; 2.º A senhora que, em plena zona flamenga nos disse 'levem isto à confiança porque foi feito na zona francesa por artistas que falam francês'!! Há algo estranho no ar... A última noite foi passada em Bruxelas onde, finalmente, encontrámos um sítio onde se vendia café Delta (e não era um café português...), já sentia a falta de um café como deve ser... Depois regressámos a Portugal. Waterloo acabou por ser visto da autoestrada, que por acaso passa mesmo ao lado do Monte do Leão... em 2015 volto lá para o bicentenário!

2009/01/12

 
Voltámos a Bruxelas de comboio. A 'CP' holandesa é um pouco careira, não se comparam os preços praticados lá com os que se praticam na Bélgica ou em Portugal...
Na foto podem ver a catedral de S. Miguel e de uma outra santa com um nome estranho, que não consegui fixar. Acho que é nesta catedral que costumam ter lugar os casamentos e funerais da família real... Neste dia decidi deixar as luvas e o gorro na mala (que ficou na estação central) e passei um frio desgraçado, foi um daqueles momentos em que qualquer centímetro quadrado de pele em contacto com o ar provocava dores valentes... valeu-me a Catarina sofrer menos por ter frio do que por ficar sem compras e me ter cedido o gorro 'com orelhas'.

2009/01/10

Anne Frank

 
Anne Frank é um nome que dispensa apresentação. Todos conhecem, mais que não seja como breve referência, o nome da menina judia de Amsterdão que viveu escondida durante boa parte da II Guerra e acabou por morrer de doença três meses antes da libertação do campo de concentração onde se encontrava; a menina que queria ser escritora e cujo diário, descoberto por uma vizinha, foi publicado em jeito de concretização post mortem do seu sonho. Não faço aqui qualquer juízo de valor sobre os coitadinhos dos judeus perseguidos, ou mesmo dos que depois usurparam as propriedades de outros com a desculpa que em tempos aquela tinha sido a sua terra prometida... falo apenas de pessoas que foram discriminadas, perseguidas e mortas. Mais que uma homenagem a Anne Frank, ou mesmo aos judeus mortos pelos nazis (e seus simpatizantes), esta estátua é um monumento que nos lembra o perigo dos extremismos sejam eles quais forem, que possam por um fim abrupto e violento a vidas e a sonhos como o da pequena menina de Amsterdão que sonhava ser escritora.

2009/01/09

Red Light

 
Uma bela manhã os transeuntes da praça da Ouedkerk (igreja velha), em plena zona +, depararam com esta escultura ali colocada anonimamente durante a noite. Primeiro foi retirada mas depois foi ali recolocada. De facto uma estátua de dois corpos anónimos intimamente ligados (pelo contacto sexual representado, mas também pela simbologia do cadeado que os une) representa bem o espírito da Red Light.
Foram várias as ruas que percorremos na noite em que lá fomos. Todas elas cheias das famosas montras, onde senhoras (e alguns senhores travestidos) se mostravam, tentando atraír a atenção dos que passavam... nem nós, que íamos em casal, ficámos 'a salvo' dos gestos de claro convite das profissionais para dois dedos de conversa - isto é, dois dedos de negociação - que poderiam anteceder uma entrada na montra e uma passagem pela caminha que se via ao fundo do pequeno espaço... e acreditem que vimos muitos a negociar e a entrar... sem olhar para trás, que ali não há razão para temer ser olhado de lado. São anónimos, actores e actrizes da red light, tão anónimos como os corpos representados na estátua.
Toques pitorescos da nossa aventura nocturna: as três vezes que nos ofereceram coca, os 'convites' das meninas para uma aventura a três, a ida ao Bulldog para beber um chá ao som de buffalo soldiers e os convites dos porteiros do 'live sex show - que nos ofereciam desconto por irmos em casal - à Catarina, dizendo que 'as mulheres também gostam de ver'.
Para quem disse que queria pormenores picantes aqui fica o programa do tal show: 1.º uma senhora a atirar bolas de ping-pong sem utilizar as mãos, a boca, ou qualquer outra parte do corpo lógica à primeira vista; 2.º duas senhoras entretidas uma com a outra, mas sem ser a conversar; 3.º senhores e senhoras com calor a tirar o excesso de roupa; 4.º um senhor e uma senhora jogam leggo com o próprio corpo.

2009/01/06

In memoriam

D.M.
Besbertus 'Charrua'
cadavalensis optimo
A Lucis Scriptum faciendum curavit

Porque nos vai fazer falta o saudável convívio do Ti Besberto, hoje também o EAL está de luto.
Posts que sentem a sua partida: Maria do Besberto, Arroxadas, Pipi de Bico, Folha Selvagem