2008/12/29

Multatuli

 
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O nosso primeiro dia em Amsterdão começou comuma visita guiada (gratuita e a pé) pela cidade. A guia era uma americana que está na Holanda a fazer um mestrado em Estudos Asiáticos!! Fomos conduzidos por entre piadas da americana, risos dum australiano e suspiros de uma croata e de uma brasileira a propósito do australiano, através das ruas da cidade - red ligth incluída -, pelos canais, pela ponte mais larga, pela casa mais estreita, pela prima do outro, etc... foi interessante e deu para conhecer mais ou menos. Depois disto agarrámos em nós os dois e decidimos dar o nosso proprio passeio. E foi bem proveitoso.
A foto que mostro neste post é da estátua de um escritor holandês do Séc. XIX (belo século esse). Uma espécie de Eça de Queirós mas em mediocre (claro está!), que tinha como nome artístico Multatuli, que significa 'sofri muito' em latim, porque parece que sim, que foi perseguido porque era crítico de coisas que os outros não eram! Nesse dia, também podia chamar-me Multatuli por razões que decerto percebem!

2008/12/27

O jantar típico

 
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Conforme prometido fomos a um jantar típico... lá fomos nós à boleia até um vilarejo próximo (Bunnik) comer a um pannekoekenrestaurant de madeira ao pé de um castelo no meio de um lago. Especialidade: Pannekoeken, que é como quem diz panquecas. E há-as para todos os gostos, desde doces a salgadas a passar pelas mistas. A foto mostra a minha panqueca. Tinha bacon, queijo, uns outros enchidos e moooontes de gordura e outras coisas que sabem bem e fazem mal. Para culminar decidi  seguir o exemplo do Didrick  e juntar um molho doce que eles lá tinham. Excelente!
Quando a refeição acabou despedimo-nos e fomos levados à estação de Utrecht para apanhar o comboio para Amsterdão. Pelo caminho os Mac's, as sopas de batata doce e a panqueca começaram a dar sinal... comecei a sentir-me estranho! Chegados a Amsterdão e depois de encontrado o Vondelpark, onde ficava a pousada, a coisa estava pior e seguiram-se dois dias difíceis do ponto de vista hepático! Mas tudo isto tem o seu lado positivo, como me sentia mal só de ver a comida acabei por gastar muito pouco em alimentação, que por lá é bastante cara!

Na terra das bicicletas...




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Este post foi o primeiro a beneficiar do facto da coluna estar mais larga... agora as fotos já podem ser publicadas com 535 px em vez dos 400 px que o blogger permite.

2008/12/26

Mais um jogo...

Para os seguidores d'O Mundo da Fotografia Digital' segue a informação que o número de Janeiro já está à venda... encontrei-o hoje quando fui levantar os 20€ que o Pai Natal do Euromilhões me deu... Esse dinheirito deu logo para adquirir a revista e não é que tive uma bela surpresa! Pois é, na página 24, no topo, estão duas fotos de um sítio onde estive durante esta minha viagem! Reconheci logo de 'chapa' e tenho umas fotos parecidas, mas tiradas de outro angulo e com uma qualidade muito inferior...
O desafio é tentar descobrir onde foram tiradas as referidas fotos! Têm uns dias para descobrir...
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Um dia com Didrick Fontaine

As memórias dos nossos passeios são uma misto de memórias sensoriais, relacionais e vivencias... ou seja (e vou deixar esta postura intelectualóide), são a mistura das coisas que vemos, ouvimos e sentimos com aquelas coisas que vivemos e as pessoas com as quais contactámos! (Mais simples, não??!!) Este dia é talvez a melhor ilustração para o que acabo de dizer porque foi um dia muito rico.
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Como já sabem (disse à dois posts atrás), dormimos na casa da Ana e do Didrick. Esta foi uma experiência muito interessante... fomos à Holanda e tivémos o privilégio de dormir numa casa 'típica', daquelas de tijolinhos. Eu achei particularmente curiosa a falta de cortinas (que é uma coisa pouco usada por lá), o que permite uma comunicação interessante entre interior e exterior... entre o exterior e o interior o problema só se coloca se no exterior estiverem dois portugueses recém-chegados, que olhavam para todas as casas como se fossem lojas de decoração... as restantes pessoas não parecem sequer notar...
Outro pormenor destas casas é o facto da casa de banho (sem cortinas) ser exclusivamente para banhos e lavagens de dentes, etc... tudo o que é necessidade fisiológica é feito numa outra divisão.
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Depois do pequeno almoço, que já foi à uma e tal, fomos passear por Utrecht. O Didrick tirou um dia de folga, estudou o guia da cidade e foi connosco. Descobrimos, entre outras coisas, que o Miffy (o coelhinho da imagem) era natural de Utrecht e que tinha lá um museu totalmente seu, para além de uma estátua, um semáforo com luzes em forma de coelho e de ter tido, em tempos, um prédio com orelhas de coelho!! Descobrimos ainda que Miffy é, na sua terra, conhecido por Nijntije ou algo que o valha... um diminutivo de coelho! (Sim, é muito mais simples dizer Nijntije do que Miffy!!)
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Na foto, a placa da Hoendiepstraat, rua onde fica a casa da Ana e do Didrick, sobre uma parede 'típica'. Por curiosidade, um pouco abaixo da Hoendiepstraat fica a Socrateslaan... até por lá o nosso PM anda já viram!?)

Domplein

2008/12/24

Bom Natal a Todos

Primeiro peço muitas desculpas por este desaparecimento... No trabalho temos tido actividades e andamos com relatórios e planos de actividades para 2009 ainda para ser feitos! Ainda por cima estive de serviço este fim de semana e a ligação da net resolveu falhar! Em casa tenho net, mas tenho sido bastante parco na minha estadia, principalmente a horas decentes...
Segundo desejo um feliz Natal a todos vós... e que para o ano esteja cá toda a gente!
Segue dentro em breve a minha mostra de fotos e relato da viagem...
Um abraço forte!

2008/12/18

Mesas de Utrecht - Por entre pratos e copos

O sucesso da defesa da Sabrina foi devidamente comemorado. A Doutora (por extenso) levou-nos a um restaurante mesmo por trás da Universidade para jantar com ela, a família, professores e colegas de lá. Foi a minha primeira aventura gastronómica por aquelas bandas. Nota curiosa: os professores foram de bicicleta!
As entradas tinham uma coisa estranha: carpacio de vaca. Hummmm, não me convenceu. Gosto do de bacalhau (que na minha terra tem um nome bastante mais brejeiro), mas não me convencem a comer vaca crua!! Escolhi a sopa. O nome era sonante e despertou-me desde logo a curiosidade: Sopa de Batata Dôce com Chouriço. Foi a melhor sopa que comi na Holanda, até que decidi deixar de comer sopas holandesas.
A restante ementa não era estranha... era bastante internacional e não tinha nada que fizesse franzir o sobrolho. Ficou prometido um jantar típico para o dia seguinte.
A noite continuou por conta da Sabrina, que não tinha deixado nada ao acaso e planeou uma festa numa semi-cave de um restaurante à beira de um canal. Esta caves foram feitas quando o nível da água desceu, acrescentando-se mais um passeio à beira dos canais, para o qual comunicam estas caves. O Dj tinha um casaco amarelo que eu achei genial! A festa foi bastante divertida, mas chegadas as 2 da matina acabou (eles gostam de cumprir horários) e o pessoal amigo da Sabrina decidiu (naquela língua estranha) que ia para o outro lado da cidade para um bar emborcar cerveja. Foi então que tive uma experiência bastante interessante: andar à boleia de bicicleta!
A Catarina foi à boleia com uma menina e eu com um menino, que é uma questão de decoro. Eu recusei-me a ir de lado como as senhoras a montar a cavalo e decidi ir escarranchado com uma perna para cada lado, o que me valeu ter mandado umas quantas biqueiradas em passeios e pinos de sinalização que o meu transportador parecia muito divertido em fazer razias...
Chegados ao bar o pessoal aguentou-se ali um pouco e depois fomos  dormir para casa da Ana e do Didrick, que conhecemos nesse próprio dia, mas que nos receberam como se fossemos já velhos amigos... felizmente há gente assim.
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Na foto: as mesas do restaurante e do Toque-toque (nome do restaurante-bar da festa).